[vc_row type=”vc_default” full_width=”stretch_row” full_height=”yes” equal_height=”yes” parallax=”content-moving” parallax_image=”2366″ parallax_speed_bg=”3″][vc_column][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Aos 33, Gabriela Agustini já escreveu um livro (“Debaixo Para Cima”), foi consultora da Unesco na área de inovação e economia criativa e deu aula na FGV rio. Hoje, sua função principal é ajudar as pessoas a entenderem o impacto dos computadores e de todas as novas tecnologias na sociedade. Seja auxiliando quem quer aprender a programar, seja divulgando certos assuntos para que o potencial dessas ferramentas seja mais bem aproveitado.
Fundadora da Olabi, ela tenta democratizar a produção de tecnologia em busca de um mundo socialmente mais justo. Em dois espaços físicos no rio de janeiro, a organização social promove uma série de oficinas e atividades que trabalham fabricação digital, biotecnologia e artesanato. “Em uma mistura de low e hi-tech, a gente estimula a aprendizagem de ferramentas que são importantes para quem quer entender o ‘futuro’, mas também resgata certos conhecimentos tradicionais”, conta. O projeto mais recente da empreitada é o PretaLab, um esforço de trazer à discussão o fato de existirem poucas mulheres negras nessa área. Lançada há cerca de um mês, a iniciativa já mapeou mais de 270 mulheres. Isso é só parte de uma estratégia que mira um mundo mais humano. “A política não vai se reinventar abrindo mão de entender os códigos contemporâneos. Quero ajudar as pessoas a entenderem que tecnologia não é só ferramenta:  é modo de pensar e construir”.
Tecnologia como ferramenta
“Quase tudo o que a gente faz já é intermediado pelo processo digital. Se a gente pensar que esses aparatos não são neutros, que são criados por alguém com técnicas que embutem estratégias econômicas, a gente entende por que é importante saber como eles funcionam para dominar essa linguagem. A posição de consumidor de tecnologias no cenário contemporâneo é bastante ruim. Precisamos operar essas novas tecnologias, ser a ponta da produção, e não só do consumo.
Cultura maker
“O movimento maker faz com os objetos o que a internet fez com o CD: transforma em informação. Isso impacta a maneira como produzimos tudo o que consumimos e, por consequência, em como toda a indústria se configura. Isso ainda é muito novo e está caminhando. O que o movimento maker no geral faz é mostrar que a inovação pode ocorrer de baixo para cima. Que as pessoas de todos os tipos e em qualquer lugar do mundo podem ser inventoras e encontrar soluções para problemas locais.”
Futuro da educação
“Transito da educação formal à informal. Fica cada vez mais claro se tratar de um campo que vai mudar rápido nos próximos anos. As novas tecnologias vieram facilitar a aprendizagem com uma série de ferramentas, mas também trouxeram a necessidade de se aprender uma porção de coisas, como checar a veracidade de informações, curar conteúdo, conectar saberes e, acima de tudo, gerar confiança e se inserir em redes.”
Um novo mercado
“Estamos assistindo a uma mudança. Boa parte dos trabalhadores vão ser freelancers. E saber no que você é bom e quanto você agrega de valor a um produto ou serviço serão coisas essenciais para a sobrevivência no mundo do trabalho. Do ponto de vista da empresa, isso traz a necessidade de saber gerenciar e precificar de outra forma. Outra coisa que as empresas precisam entender é que o público não se segmenta mais por lugar onde mora, gênero e idade. Mas, sim, por gostos e afinidades. E quando você descobre isso, fica mais fácil prototipar um novo serviço e um novo produto.”
Desafios brasileiros
“Hoje não conseguimos nem concordar como sociedade que sem inovação e tecnologia ocupamos um papel de exportador de commodities, o que nos colocará numa situação bem complicada nos próximos anos. Dá para elencar muita coisa, mas vou resumir reforçando a necessidade de entender que essa área é importante.”[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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