[vc_row type=”vc_default” full_width=”stretch_row” full_height=”yes” equal_height=”yes” parallax=”content-moving” parallax_image=”2372″ parallax_speed_bg=”3″][vc_column][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Toda arte é um pouco divina: dá, tira, faz e transforma vida. O milagre foi colocado à prova em 1981, na cidade de Weilam Rhein, na Alemanha, quando um incêndio inexplicável reduziu a pó as instalações da cinquentenária fabricante de móveis Vitra, um negócio familiar.
Para fazer renascer das cinzas o trabalho do clã, os Vitra apelaram para o “santo” arquiteto britânico Nicholas Grimshaw, incumbido de uma via-sacra construtiva: projetar um novo edifício para a fábrica e desenvolver um plano diretor para as instalações da empresa. Mas como todo bom discípulo de Frank Gehry, a família Vitra optou por não seguir as crenças de Grimshaw rumo a um projeto corporativo unificado.
Em vez disso, comissionariam diferentes arquitetos para cada uma das instalações e, ao final, “sem querer” criaram o primeiro grande museu a céu aberto de arquitetura — o Campus Vitra.
Ele compreende edifícios assinados por profissionais como Frank Gehry, que projetou o museu de design e o prédio da fábrica; Zaha Hadid, que traçou, em 1993, a estação de bombeiros; Tadao Ando, que assumiu o pavilhão de conferências; Álvaro Siza, que fez outra área da fábrica; Herzog & de Meuron, responsáveis pelo VitraHaus; e o escritório japonês SANAA, que também deixou sua marca em outro edifício dedicado à empresa. A estação de bombeiros concebida por Zaha Hadid foi o primeiro projeto concluído pela arquiteta iraquiana. É composto por uma garagem para bombeiros, duchas, vestiários e uma sala de conferências com cozinha. Outro fato marcante: o pavilhão de conferências do arquiteto japonês Tadao Ando foi sua primeira obra fora do Japão.
Hoje aberto ao público, o Campus Vitra oferece ainda tours guiados por profissionais especializados em arquitetura, de forma que os visitantes, quando diante de uma obra, tenham bagagem suficiente para julgá-la para além de suas preferências estéticas.
Ao que tudo indica, a arquitetura não apenas fez renascer a vida das cinzas, como fez também outro milagre: o da multiplicação — de obras e de interessados. Não necessariamente nessa ordem.

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