[vc_row type=”vc_default” full_width=”stretch_row” full_height=”yes” equal_height=”yes” parallax=”content-moving” parallax_speed_bg=”3″][vc_column][vc_video link=”https://www.youtube.com/watch?v=HdZ9weP5i68″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Se a função da arte é provocar, Yoko Ono está de parabéns. A viúva de John Lennon levou para o MoMa, em Nova York, uma performance no mínimo inusitada, onde esporadicamente se aproxima do microfone e… grita. Ela simplesmente grita, sem dizer uma palavra inteligível.

Intitulada “Voice Piece for Soprano”, a obra vem com as seguintes instruções ao público: “grite contra o vento/contra a parede/contra o céu”.

Com o apoio de duas caixas de som, a artista japonesa solta a voz para executar seu ato, mas parece que nem todo mundo tem compreendido e/ou apreciado o último trabalho de Yoko.

Visitantes e membros do staff relataram se assustar diante dos berros inesperados, além de alegar que o barulho provocado pela vibração vocal da artista os atrapalha na análise de outras obras.

Depois de tantas reclamações, o MoMa teve de se curvar à voz do povo e abaixar um pouco o volume das caixas de som usadas por Yoko. Antes disso, porém, um segurança contou que uma mulher usou o microfone para anunciar o nome do colega perdido, “um tal de Jeffrey”, o que arrancou gargalhadas.

A proposta de Yoko Ono é questionável para especialistas e amadores, mas, depois dessa a gente não pode negar que é arte — a do encontro, pelo menos.
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