[vc_row type=”vc_default” full_width=”stretch_row” full_height=”yes” equal_height=”yes” parallax=”content-moving” parallax_speed_bg=”3″][vc_column][vc_single_image image=”5551″ img_size=”full” alignment=”center”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]É no alto das árvores tropicais de Palawan, nas Filipinas, que encontramos uma das delícias mais disputadas por restaurantes chineses de alto padrão — e não estamos falando de frutas, mas de um tipo bem específico de ninho de andorinha.

Convertido em uma sopa gelatinosa, a iguaria é reverenciada pela medicina chinesa, que atribui ao prato a capacidade de melhorar a pele, o sistema imunológico e até de servir como afrodisíaco. A ciência confirma em parte essas propriedades nutricionais, atestando que os ninhos são feitos de proteína, carboidratos e fibras — nada que justifique tamanho alarde.

A ultravalorização do item, contudo, impõe uma ameaça real e comprovada às andorinhas, uma vez que os caçadores, sempre ávidos por dinheiro, retiram o ninho de seu habitat natural sem se preocupar com sua função. Em boa parte dos casos, com ovos ou recém-nascidos — e isso tem causado uma queda no número da espécie.

Para melhor equilibrar essa equação, o compartilhamento de novas informações e o amadurecimento do mercado tende a fazer vencer a ética, de forma que somente sejam empregados na culinária os ninhos já sem utilidade prática aos bichos que os criaram — porque gostoso é comer bem, mas de forma sustentável.
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