[vc_row type=”vc_default” full_width=”stretch_row” full_height=”yes” equal_height=”yes” parallax=”content-moving” parallax_speed_bg=”3″][vc_column][vc_single_image image=”5765″ img_size=”full”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]O que nos possibilita vivenciar uma gama infinita de sensações é, também, aquilo que a ciência considera o último mistério não solucionado do corpo humano: a consciência. Sua própria definição é controversa, e até mesmo o fato de poder ou não ser objeto de estudo científico tem sido uma polêmica incessante entre estudiosos.

Nos últimos 20 anos, avanços tecnológicos têm proporcionado novas ferramentas para observar e medir com mais precisão as manifestações da consciência. Porém, enquanto o material científico sobre ela é fruto de uma história recente, a reflexão filosófica a seu respeito vem acompanhando a humanidade desde seus primórdios — assim como a vontade de transcendê-la.

Talvez o modo mais conhecido de se atingir um estado de epifania seja por meio da meditação, técnica milenar em que o indivíduo induz a mente a um estado alterado de consciência. Disciplinas físicas como a ioga, também associada à prática meditativa, têm efeitos análogos.

A realidade, porém, é que para se atingir verdadeiramente um estado alterado de consciência são geralmente necessários níveis muito altos de disciplina, paciência e determinação— e, ainda assim, não há garantias. Mas, para quem não se importa de pegar atalhos, há uma boa notícia: o estado nirvânico está rapidamente acessível por meio da ingestão de substâncias psicoativas.

Embora sejam um tabu na sociedade moderna, as drogas psicodélicas estiveram presentes em todas as épocas e culturas da humanidade, o que nos permite concluir que, além de continuamente buscar meios de revelar a psique oculta, também sempre o fizemos quimicamente.

Em 2016, um importante estudo publicado na revista“PNAS” detalhou o que acontece com o cérebro sob o efeito de LSD, mostrando que a separação entre visão, tato e atenção deixa de existir, e o cérebro passa a operar de modo mais integrado, como se estivesse unificado— como se a consciência, de fato, se expandisse.

Numa jornada psicodélica, as experiências e percepções são obviamente distintas, mas é possível notar um padrão. Quando a força motriz para se chegar lá é bem-intencionada, a mais significativa e unânime descrição de um estado superior de consciência remete ao amor —seja via meditação,seja por meio do uso de substâncias. Em todas essas variáveis, o sentimento de união e harmonia com o universo é a constante em comum.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]