[vc_row type=”vc_default” full_width=”stretch_row” full_height=”yes” equal_height=”yes” parallax=”content-moving” parallax_speed_bg=”3″][vc_column][vc_single_image image=”5040″ img_size=”full” alignment=”center”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Cameron Saul não dá ponto sem nó: quando tecendo sua linha de raciocínio sobre as diretrizes da moda como negócio, o empresário não se intimida a reconhecer que tem muitas dúvidas e poucas certezas — e desconfia de quem caminha na direção contrária.
Criador da Bottletop, projeto que mistura design artesanal de moda e filantropia, o britânico fechou a programação de talks do último dia do MECAInhotim e, após sua fala, conversou conosco sobre o futuro da indústria da moda no momento em que a sustentabilidade se torna uma questão urgente.

É possível que a indústria da moda voltada para as massas prescinda da exploração irresponsável de recursos naturais e da mão de obra barata mantendo seus produtos a preços acessíveis?
Eu não sei. Acho que que nós sabemos o quão desafiador é criar um produto de qualidade de um jeito consciente, que leve em consideração as pessoas e o planeta. E também sabemos o quanto isso custa: o valor dos materiais, da mão de obra, da produção — isso não é barato. Então, eu não sei… Alguém está pagando o preço dessas roupas baratas: o meio-ambiente ou os trabalhadores, ou ambos. E é por isso que eu não confio nesse modelo de negócios, porque eu sei que alguém está pagando o preço do custo baixo de venda.

Acha que a solução dessa charada passa pela tecnologia?
Não sei, talvez, mas, de novo, acho que é um grande desafio. E, infelizmente, esse tipo de negócio que fornece roupas e acessórios super baratos tem prejudicado o mundo há muito tempo. E eu não acho que esses produtos deveriam ser tão baratos, eles deveriam custar mais. Mas penso que os consumidores têm se conscientizado a respeito desse impacto, particularmente as gerações mais jovens; tenho 35 anos e acho que pessoas da minha idade e mais jovens, da geração millennial, estão muito mais engajados nesta causa. Há mais pessoas interessadas em modelos de negócios sustentáveis, de baixo impacto, então, eu espero que essas grandes marcas comecem a repensar seus processos e a se tornarem mais sustentáveis.

Já que você mencionou a tecnologia, o que você a respeito de roupas confeccionadas por impressoras 3D? É onde está o futuro da moda?
Eu acho que pode muito bem ser. Acho que a tecnologia está mudando a cara do nosso mundo, de nossas vidas, da forma como nos comunicamos — para o bem e para o mal. Mas este é o mundo em que estamos vivendo. Então, vai acontecer, e acho interessante que tentemos casar esses diferentes conceitos. Na Bottletop, nós estamos especialmente interessados no conceito artesanal, mas também tentamos ser pioneiros no que concerne à tecnologia. Por exemplo, nós estamos reformando nossa loja em Londres, cujo interior será todo feito por impressoras 3D — vai ser uma das primeiras lojas do mundo feitas por impressoras 3D utilizando plástico reciclado, que vai funcionar como uma espécie de moldura para produtos feitos à mão.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]