[vc_row type=”vc_default” full_width=”stretch_row” full_height=”yes” equal_height=”yes” parallax=”content-moving” parallax_speed_bg=”3″][vc_column][vc_single_image image=”4875″ img_size=”full” alignment=”center”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Ela só não tombou mais por falta de espaço: Karol Conka fez do palco do MECAInhotim sua sala de estar e preencheu a noite de sábado (8/7) com as suas canções mais badaladas, entre elas a novíssima “Lalá” — uma ode ao prazer feminino e uma crítica às “habilidades orais” de muitos marmanjos seguros de si.

Suas letras de empoderamento feminino e com fortes posições sociais animaram a galera, que vibrava a cada nova canção entoada pela rapper curitibana. Depois desse verdadeiro espetáculo, Karol nos recebeu para um bate-papo sobre sua primeira experiência no MECAInhotim, sobre arte, suas fragilidades e un poquito mas.

É diferente se apresentar no MECAInhotim, um lugar que reúne tanta arte? Sente uma energia diferente?
Sinto, nossa, desde a hora que cheguei! Nem tinha visto o público e o palco ainda, e a energia já era perceptível. A arte sempre foi muito importante na minha vida. Minha inspiração vem sempre da minha rotina e dos meus sentimentos. Quando eu me apresento em festivais — e eu faço isso desde o começo da minha carreira — eu saio renovada e sempre com ideias a mais para novas canções. estou finalizando meu disco e ter participado do MECAInhotim é mais um motivo para eu compor novas faixas.

Suas músicas são quase um diário da sua vida, você coloca muito de quem é em cada uma delas. Não se sente muito exposta? Já deixou de lançar uma música por achar que era pessoal demais?
Não, eu me banco. Tem que falar. Eu preciso falar e sustento aquilo, porque é real.

Em uma de suas músicas, você fala que assume a própria fragilidade. Quando olhamos para você no palco, vemos apenas a Karol forte e firme, onde está sua fragilidade?
Eu fico frágil na TPM, fico sensível. Na verdade bate uma TPM de uma hora, uma hora e meia. Sou muito intensa, né? Quando isso acontece, eu vou ali, fico naquela deprê, assisto um filme triste, me envolvo e me permito ser frágil. Não apresso esse processo, porque sei que é vivência. E outra: a gente não pode achar que ser vulnerável é uma coisa feia, coisa de gente fraca. Somos seres humanos, e a dor nos abre caminho para a elevação da alma.

Você escreve na sua fragilidade?
Nesses momento eu procuro mesmo meditar. Não escrevo muito por ela e sobre ela, meu foco é a força.

Você acha que mudou muito com o sucesso?
Acho que estou mais atenta. Tudo é ampliado, sabe? Antigamente eu só queria cantar e passar a minha mensagem. Hoje eu quero cantar, passar a minha mensagem e manter a minha carreira de uma forma honesta e justa, sem que no futuro eu passe mal.

Sua última faixa, “Lalá”, fala sobre sexo oral, e quase ninguém lhe pergunta sobre isso. Isso veio também da sua experiência?
Sim, a gente encontra muitos caras que “se garantem” e chega na hora H e não era nada daquilo. E a gente meio que aceita isso, a gente cria uma idea que não é real. Eu penso que isso é culpa dessa sociedade machista que não nos ensina que o prazer da mulher é superimportante. Isso ficou claro para mim aos 17 anos, quando eu lia muito sobre o assunto e percebia que o que eu estava lendo não era o que eu estava sentindo. Na época falei com o meu namoradinho e depois com os outros namorados que vieram também. Fui falando, fui causando e tive experiências maravilhosas. Claro que, neste caso, lancei mão das vivências das amigas também.

Fotos: Argentino / I Hate Flash[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]