[vc_row type=”vc_default” full_width=”stretch_row” full_height=”yes” equal_height=”yes” parallax=”content-moving” parallax_speed_bg=”3″][vc_column][vc_single_image image=”4956″ img_size=”full”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Sob a lua cheia e a benção de Jorge Ben Jor, o padroeiro da música brasileira, o MECAInhotim viveu uma noite de puro êxtase.

Um dos maiores expoentes da cultura nacional subiu ao palco como fazem os grandes: sem setlist definido, pronto para dar ao público, de forma intuitiva, exatamente o que lhe é pedido. “Cada platéia chega com uma expectativa e com uma energia diferente, então acho que o show flui melhor assim, de forma orgânica. É como uma partida de futebol: você precisa olhar o campo, o posicionamento dos colegas e tocar a bola com sabedoria”, revela.

A julgar pelos hits que ecoaram pelo maior museu a céu aberto da América Latina, o público do festival queria mesmo é uma noite de redenção à folia sem fim, já que Jorge tocou suas faixas mais enérgicas, como “Jorge da Capadócia”, “Minha Menina” e “Fio Maravilha” — um golaço atrás do outro.

Em sua primeira apresentação no MECAInhotim, o músico relata ter ficado emocionado com a interação dos presentes, que cantaram a sequência de seu espetáculo do início ao fim.
Nos bastidores, Jorge Ben Jor revelou com exclusividade ao MECA algumas curiosidades sobre seu processo criativo. Quando questionado sobre as inspirações para compor, o artista afirmou que “não faz músicas, elas vêm; são como um presente. Acho que herdei um gene musical”, completa com uma risada levemente tímida.

Esse bom humor, aliás, é pilar de sua arte. “Para criar uma boa faixa é preciso ter bons pensamentos. Às vezes de um pensamento ou uma única palavra, a gente cria uma faia musicada, mas é preciso estar nessa energia positiva”, diz.

Fã declarado de processos analógicos de ser humano e artista, Jorge tem sempre a mão um gravador de fita k-7. Para ele, a tecnologia tem lá seus méritos, mas podem deixar as canções pasteurizadas. “A gravação da fita fica perfeita, capta a respiração, o suor e a entrega”, comenta.
A mesma regra vale para os estudos que faz acerca das letras. Quando escrevia “Taj Mahal”, por exemplo, o cantor confessa que foi pesquisar sobre a construção no acervo Barsa que mantinha em casa e tomava uma prateleira toda, Jorge abriu o volume e o capítulo correspondente ao monumento, mas encontrou ali quatro míseras linhas a respeito do tema. O jeito, então, era apostar na poesia para preencher as lacunas.

Parece que a tática funcionou tão bem que a receita se repete: Jorge enche o palco de luz, humildade, alegria e muita, muita poesia — o MECAInhotim que o diga. Salve, Jorge!

Fotos: Rafael Morse[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]