[vc_row type=”vc_default” full_width=”stretch_row” full_height=”yes” equal_height=”yes” parallax=”content-moving” parallax_speed_bg=”3″][vc_column][vc_single_image image=”4972″ img_size=”full” alignment=”center”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]O empoderamento feminino e a luta pela igualdade de gêneros na indústria da música esteve em pauta na tarde deste domingo no MECAInhotim. As responsáveis por levantar a discussão foram Monique Dardenne e Claudia Assef, criadoras do Women’s Music Event, que compartilharam com o público suas experiências à frente da plataforma de música, negócios e tecnologia cuja missão é destacar a participação e promover a inclusão de mulheres no mercado da música.
Logo depois dos aplausos da plateia e de uma breve distribuição de adesivos da WME, a dupla conversou com a gente e elencou cinco medidas necessárias para alcançar a igualdade de gêneros na música. Vem ler!

Acabar com a objetificação feminina
Esta é uma das coisas mais injustas da indústria fonográfica. Por que é cobrado da mulher que seja sexy, use pouca roupa e sensualize e, do homem, não? Por que o homem pode optar por não ser objetificado? Para a mulher, isso é quase uma obrigação:  ela precisa estar sempre bem arrumada, magra, de acordo com a moda, refazer o nariz com plásticas, alisar o cabelo… Enfim, seguir todos esses padrões de beleza que são impostos às mulheres de forma agressiva. Seria muito legal se isso não fosse mais uma questão.

Diversificar line ups, escalando mais mulheres
A hegemonia masculina é uma das coisas que mais afetam a indústria como um todo. Se você vai a um festival ou festa de música eletrônica, por exemplo, é muito comum que o line up seja formado apenas por homens. Como a mulher pode se posicionar artisticamente se ela tem um espaço tão restrito? É como se não existissem artistas femininas de grande sucesso que atraiam público e vendam ingressos – alô, Rihanna, Beyoncé? Essa mudança precisa partir dos organizadores, produtores e curadores. Essa discrepância de gêneros precisa ser vista como vergonhosa. Aliás, ela já é uma vergonha!

Dar oportunidade para mulheres na área técnica
A indústria precisa mudar seu mindset, abrir sua cabeça para o fato que mulheres podem e devem ocupar cargos na área técnica. Enquanto a indústria colocar a mulher em uma posição inferior, não vamos sair do lugar. Existe uma mega insegurança com relação a isso. Por exemplo, entre uma mulher e um homem, ambos formados em engenharia de som pela Universidade da Califórnia, a indústria vai sempre preferir o homem. Não faz sentido.

Cobrar dos homens que contribuam com a luta
É preciso exigir que os homens, especialmente os do universo da música, aceitem, se incluam e colaborem com essa luta pela igualdade de gêneros. É preciso que eles olhem para o lado e vejam as mulheres como iguais. Que repensem. Um homem que trabalhe numa agência ou produtora, que ocupe uma posição de poder, precisa presta atenção em seu quadro de funcionários e se perguntar: quantos são mulheres e, entre essas mulheres, quantas ocupam cargos altos? O que vemos são pouquíssimas mulheres em posições de poder, de tomada de decisão. Em sua maioria, elas estão presentes nas empresas em cargos de apoio – recepcionando, fazendo contratos, servindo café. Se existir uma igualdade, muita coisa pode mudar no mundo da música. Não é à toa que o público reclame que a indústria esteja parada, que não inove.

Extinguir a misoginia na cultura musical
Se você pega uma coletânea de músicas pop dos anos 1970, 80, 90 e, até mesmo, atuais, você percebe a naturalização da misoginia nas canções. Está gravado em nosso inconsciente que a mulher pode ser stalkeada, maltratada, assediada, invadida, bolinada… É preciso acabar de uma vez por todas com isso, que abramos mão desse vício na misoginia, dessa narrativa de sempre. Não podemos mais aceitar esse tipo de letra, não podemos mais aceitar a misoginia na cultura. É preciso reclamar, protestar, não os deixar passar.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]