[vc_row type=”vc_default” full_width=”stretch_row” full_height=”yes” equal_height=”yes” parallax=”content-moving” parallax_speed_bg=”3″][vc_column][vc_single_image image=”4858″ img_size=”full” alignment=”center”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Abrindo a programação de talks deste sábado (8/7), a ativista e empreendedora Carlota Mingolla contou ao público do MECAInhotim os motivos que a levaram a tomar uma postura mais ativa em relação à política e se candidatar à vice-prefeitura de São Paulo, em 2016, ao lado de Ricardo Young.

“Em 17 de abril do ano passado, aconteceu a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff. O Brasil parou para ver o que estava acontecendo na Câmara dos Deputados. E a sensação que tive é que, naquele momento, ficou bastante aparente a todos que a Câmara passava por uma crise de representação”, relembra Carlota.

Segundo a ativista, o momento promoveu uma transição no seu modo de pensar a política e a impulsionou para uma posição de enfrentamento: a de se candidatar à vice-prefeitura da cidade de São Paulo, mesmo sem nunca ter concorrido a nenhum cargo público.

“Foi quando percebi que nossa democracia está muito focada no eleitor, e não no cidadão. Comecei a entender que o distanciamento que tínhamos do poder público era um risco muito grande”, relata. “Me lancei nessa aventura. Não foi fácil, mas foi lindo. É um exercício de cidadania virtuosa. E você descobre que não sabe nada, que na política você será sempre aprendiz, o que é muito bom”.

A chapa de Carlota não foi eleita, mas ela diz que a experiência foi uma das mais intensas que viveu: “Todo mundo deveria se candidatar a algum cargo”, recomenda.

Ela, no entanto, lembrou ao público que existem outras formas de participar ativamente da política que não envolvem necessariamente uma canditadura, como os projetos “Bancada Ativista” e “Somos Muitas” que, nascidos de iniciativas de cidadãos, chamaram a atenção para candidatos a vereadores de São Paulo e Belo Horizontes que representam os interesses de minorias políticas.
Em entrevista exclusiva, Carlota também elencou para gente as 5 principais mudanças que precisam acontecer para levar o Brasil para a chamada Nova Política

01. Viabilizar candidaturas independentes
Atualmente, para ser candidato em um processo eleitoral, é preciso ser filiado a um partido partido. Está rolando um movimento para viabilizar candidaturas cívicas independentes por lista. Essa mudança, no entanto, depende da aprovação de uma proposta de emenda constitucional.

02. Tornar a política mais sexy
É preciso mudar a própria pedagogia da política, simplificar conceitos e mecanismos institucionais. Quanto maior a compreensão da política, maior o número de pessoas interessadas em se aproximar e participar desses processos.

03. Migrar de uma democracia representativa para uma participativa
É preciso restaurar nosso senso de civilidade; entender que a política não está apenas nos espaços formais de poder e de tomada de decisão, mas também em nosso dia a dia. Temos que nos sentir parte dela, assumir esta responsabilidade. O principal agente da democracia não é o eleitor, é o cidadão.

04. Reforma eleitoral
As regras eleitorais são muito perversas e privilegiam quem já está no poder.

05. Relativizar as ideologias que parecem estar cristalizadas
É necessário buscar a virtude no que chamamos de esquerda e de direita; sair da fragmentação e encontrar pontos de convergência e não de divergência.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]