[vc_row type=”vc_default” full_width=”stretch_row” full_height=”yes” equal_height=”yes” parallax=”content-moving” parallax_speed_bg=”3″][vc_column][vc_single_image image=”6360″ img_size=”full” alignment=”center”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]José Camarano sempre viveu a mil por hora: aos 17 anos, no final da década de 1990, foi de Minas ao Rio para trabalhar no Mercado Mundo Mix, onde vendia peças excedentes da extinta camisaria do seu pai. Nessa época começou a tocar como DJ e a estudar publicidade (curso
que veio a abandonar mais tarde). Aos 20, era stylist. Foi consultor da Ausländer para desfiles, campanhas e festas e, em paralelo, criou o canal de YouTube Gema TV, com o qual concorreu a prêmios como o Young Fashion Entrepreneur, do British Council.
Há seis anos, porém, despontou a necessidade de desacelerar: “A coisa foi ficando maior do que eu poderia gerir psicologicamente. Minha vida pessoal ficava cada vez mais embolada com a profissional. Minhas viagens de férias eram viagens de pesquisa; eu não me desconectava”.
O processo começou com pequenas mudanças de rotina e alimentação até culminar no ano passado, quando, após uma temporada de três anos em Nova York, Camarano decidiu partir para novas aventuras. A princípio, tinha em mente a Califórnia, mas, ao puxar o mapa, trouxe para o meio da tela o Havaí.
Com a ajuda do universo, descobriu o WWOOF, uma rede mundial de fazendas orgânicas que recebe viajantes dispostos a trabalhar, oferecendo em troca conhecimento, hospedagem e alimentação. Foi assim que entrou em contato com o Dragonfly Ranch, um healing art
center na Big Island. Lá, entre a prática de rituais e meditação diária, o stylist recebeu insights de uma vida toda e pôde
soltar muito do que ainda lhe prendia.
“Descobri que a raiz do meu sofrimento era o apego. Tinha medo de não trabalhar tanto, de não ter uma agenda agitada e, então, não me sentir bem-sucedido. Agora, sucesso para mim é bem-estar, tranquilidade, qualidade de vida.”
A solidão era outra preocupação. “Sempre tive muita gente perto de mim. Ainda amo meus amigos, mas perdi a conexão com a vida noturna e
abri caminho para outras atividades. É doído mudar, aceitar uma nova fase, e até chegar do outro lado, você fica numa espécie de limbo, sem saber se vai para a frente ou para trás. Mas na vida não existe andar para trás.”
Enfim, a reflexão que fica é: mais importante do que largar tudo para viajar é ter tempo para si, para olhar a própria
vida à distância e se (re)energizar.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]