[vc_row type=”vc_default” full_width=”stretch_row” full_height=”yes” equal_height=”yes” parallax=”content-moving” parallax_speed_bg=”3″][vc_column][vc_single_image image=”3577″ img_size=”full”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Escrever é um ato de coragem, porque além de comunicar de forma intencional com as palavras que escolhemos, revelamos muito mais de quem somos no desenhar das letras — e isso, minha gente, nem sempre é consciente. Na França, por exemplo, o número sete é gravado sempre com uma barra atravessada no meio, enquanto os canadenses dispensam o acessório quando imprimindo o numeral. Quem foi educado na Inglaterra em meados da década de 1920 aprendeu que, para conectar todas as letras cursivas, algumas recebem “curvas” a mais, para que tenham liga. Já os millenials criados na Austrália ocidental são fáceis de identificar: eles escrevem com as letras inclinadas 80 graus para a direita. Os europeus continentais, por outro lado, transcrevem um alfabeto vertical, sem nenhuma cadência. Mas como é que tudo isso aconteceu? Bem, a arte de escrever já foi uma questão de classe social e até um código em si. Nas mensagens empresariais, por exemplo, adotava-se uma caligrafia específica, da mesma forma que o fazemos em convites e cartas para determinadas ocasiões. O avanço da escrita asséptica de teclado vai, rapidamente, apagando as marcas culturais da escrita de um povo. Uma pena, né?
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