[vc_row type=”vc_default” full_width=”stretch_row” full_height=”yes” equal_height=”yes” parallax=”content-moving” parallax_speed_bg=”3″][vc_column][vc_single_image image=”5595″ img_size=”full” alignment=”center”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]A velha lógica simplista da “oferta e demanda” para precificação desembarcou da rotina das companhias aéreas quando subiu a bordo as análises avançadas de comportamento de passageiros. Com a sofisticação dos dados, computadores tendem a remarcar as cifras de tickets aéreos em tempo real, a fim de maximizar o lucro das corporações.

Com o aumento da competitividade no setor ao longo das últimas décadas, os principais players do mercado adotaram técnicas como a “Expected Marginal Seat Revenue” (“margem de receita esperada por assento”, em tradução literal), que faz com que voos entre Londres e Dubai custem quase a mesma coisa que um voo de Londres para Manila, via Dubai.

Isso acontece porque as companhias aéreas preferem manter as poltronas do trajeto Londres-Dubai para clientes “valiosos”, aqueles que optam por viagens longas, ao mesmo tempo que usam o alto preço da passagem para desencorajar quem apenas deseja viagens curtas.

De acordo com Stuart Barwood, da consultoria especializada Travercial, uma série de fatores entra nessa conta. “A rota Londres-Mallorca, por exemplo, é notoriamente explorada para fins de lazer, e isso não apenas importa para a cifra final do bilhete aéreo, mas também como seu valor muda ao longo do tempo”, explica.

“Se as empresas aéreas pressupõe que viagens de lazer e descanso são planejadas com antecedência, meses antes das férias ou feriados, é possível que eles comecem com preços mais elevados, e ajustem conforme a resposta do mercado”, e completa, “já rotas de negócio funcionam da forma inversa: começando com preços baixos para garantir mínima ocupação, e vão subindo o valor para empresas e empresários que fazem reservas de última hora.”

Embora não tenham sistemas de análise e personalização tão precisos quanto os de grande ecommerces mundiais, as companhias aéreas estão trabalhando duro para chegar lá, porque quanto mais conhecerem os hábitos e preferências de seus clientes, maior as possibilidades de maximizar os lucros. Hoje, por exemplo, não é apenas a tarifa aérea que importa, mas o valor total que um passageiro pode gerar para a companhia aérea, incluindo o que chamamos de receita acessória, proveniente de bagagem, seguro, marcação de assento e outros serviços pagos.

Seguindo essa lógica de “(quase) tudo pelo lucro”, as empresas aéreas precisam segurar a tentação de derrubar drasticamente o preço dos assentos de voos com baixa ocupação, porque isso pode colocar em risco todo o marketing da empresa e gerar desconfiança nos clientes mais valiosos.

Nessa matemática complexa, o resultado de cada equação fica cada vez mais sujeito à análise dos dados, o que não é de todo ruim: nessa guerra cibernética pelo melhor preço, os passageiros também passam a contar com ferramentas especializadas para monitoramento de taxas, a fim de serem avisados das promoções “imperdíveis”.
No final das contas, a melhor dica para conseguir viajar pagando pouco é manter a flexibilidade — de datas, horários e destinos.

Fonte: CNN[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]